quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Liberdade!





Eu sempre falo para a minha mãe que quero morar longe de todo mundo.
Quero viver a minha vida, a minha liberdade, cercada por pessoas que eu escolhi e não que o sangue me obrigou.
Quero ter a minha responsabilidade, passar alegrias, dificuldades, emoções variadas.
Quero ser a Joyce humana, que nasceu, cresceu, e agora segue o rumo da vida. A vida que eu escolhi pra mim.
É tão bom acordar pela manhã, arrumar a cama, colocar a mesa, tomar um banho gostoso, relembrar o que é preciso fazer no dia, olhar na agenda, sair sem precisar ser tratada como filha.
Eu quero ser a Joyce e não a Filha.
A vida morando sozinha tem seus altos e baixos... Sei bem, pois morei quase 4 meses em Rio Preto e quase 3 em São Paulo. Vivi realidades diferentes e maravilhosas.
Em Rio Preto tudo era mais fácil, minha mãe estava pertinho, quando eu resolvia ir pra casa era só ir para a rodoviária e desembolsar 3,80 e esperar 40 minutos até chegar em casa de papai e mamãe. Era mais fácil, mas nada legal. Me sentia muito acomodada. Tudo que precisava eu tinha... Além de levar boa parte da alimentação de casa, sem ter a responsabilidade de fazer altas compras.
Em São Paulo já era diferente... Tudo era sob a minha responsabilidade, sem contar que eu estava há 500 km de casa. Eu tinha uma cota para gastar, usava esse dinheiro para fazer a compra, pagar aluguel, água, luz, telefone e internet. Fora os gastos com roupinhas, que lá foram pouquíssimos, realmente pouquíssimos.
Todas essas contas foram pagas com o meu dinheiro, recebendo somente dinheiro para a passagem e alguma coisinha que eu precisava. Mas isso não me deixava feliz. Ter o próprio dinheiro, a independência, é a melhor sensação se tratando desse assunto, é claro.
Viver sem medo de nada, sem saber o que vai acontecer no outro dia, sem pessoas falando na cabeça, como meu pai, nossa... Que sonho!
Eu sentia falta de ter alguém para conversar, mas havia o telefone e eu não ficava longe do meu amor, me sentindo mais perto. Foi difícil ficar longe da internet lá, porque através dela eu me comunicava com os meus amigos. Mas eu entrava quando dava e matava a carência com os colegas do prédio.
Era tudo muito legal... Os jantares, as conversas na lavanderia, as festas que na maioria eu só passava, os passeios pelas ruas, as chuvinhas com os amigos, as pesquisas, a USP, os ônibus, o verde, o cimento, tudo, tudo me curava a carência.
Liberdade! Liberdade física e mental é tudo o que precisamos!
Vamos fugir?!

(sorrindo)

A vida é linda demais, as pessoas que tenham complicar a nossa.

Questionamentos:

São Paulo? Minas? Pernambuco? Rio de Janeiro? Europa? América do Sul? Outro lugar não imaginado?
Faculdade? Cursinho? Curso técnico? Todos? Particular ou Pública? Montar negócio? Tentar TV?
Cada pergunta que só a vida vai saber responder, e que vai saber me ajudar com as escolhas certas para esse momento...
Amor é a única resposta.

Liberdade de escolhas!

É disso que estou falando.

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